14.3.10

entre esses papos beócios I.

__ Você me ama?
__ Abre os braços
__ vai me abraçar, é?
__ já estou te abraçando
__ é que você é tão pequenininho...
__ sou, minha pequena?
__ o que? lindo?
__ Não. Pequeno... Você não disse?
__ ah é!
(riso)
__ Boba!
__ namorado da boba, é o que?
__ pequeno uai
__ Não! Era pra você ter respondido: bobo
__ Ah, entendi.
__ Entendeu o que?
__ Pergunta de novo
__ namorado da boba, é o que?
__ É a primeira pergunta
__ (...) Se você me ama?
__ Eu te amo! Mesmo assim... Pequeno e bobo.

(suspiro)

12.3.10

prosa com o retrato
Se lembra quando você me agradava com aqueles acordes até inventados?
Mesmo assim eu sambava.
Um samba, hoje, sem graça...
Com toda essa melodia de saudade em harmonia de fim

Em branco

Longe ou perto, já fomos contidos no enredo do nosso destino e assim não estaremos mais avulsos de qualquer outro tempo. Agora você pode rabiscar em mim, o que diz ser rascunho para as suas incertezas. Enquanto isso, à meia luz, a melodia se propaga e nosso amor se desnuda em cenário envolvente para o desvario se acomodar.

(Nos leia, nos interprete, se entregue ao nosso romance)


22.2.10

De dias em diante...

Acorda, desperta e alumia! (ainda que sem folia)

... sono da tarde, combinar de sonhos de gente que é tanta e não se acaba/ anseios cometidos ou incansavelmente esperados/ Cor de saudade, melancolia contornando a combinação lilás/ Ocaso suave na hora certa pra paz perambular/ Entre um canto e outro. Ruas, vielas, eles e elas/ Rostos de novo. De ontem. Anteontem. Do Antigo e do moço/ São sempre dias com caras novas/ Cada dia com uma coisa pra contar, o formato pode até ser igual/ Moldura, nem o possui. O dia é, na verdade, livre/ E nele, é bom estar. Estar por si só, nessa coisa de ser/ Morar no tempo sem muito a abocanhar/ Luz brilhando quieta, vestindo calmaria. Isso já reluz!/ Em meio a todo agito, o carnaval apita apito/ Acabou-se a festa, eternizou-se a magia!/ Gosto quando penso que vou .re.começar tudo de novo de dias em diante/ A manhã vigora só amanhã cedo/ E a tarde (agora) me abraça com ar de dia feito/ E enfim, este perene dia dorme/ No ecoar do finalzinho da melodia, que também nem se acaba/ Fim que não morre. Vem só pra dar sabor, sintonia, poesia...

“Quarta-feira de cinzas”, não sei a data. ?/02/10... Depois ajeito esse desajeito. Vou dormir com o dia, e renascer com o mundo! Aninha (xará), obrigada pela inspiração.

19.10.09

Meu melhor passeio é quando em você. Consigo enxergar a sua curiosidade, ainda de olhos fechados ...

Fica assim

Agora, você me diz pra soprar a última chama. Onde sujo o dedo de escória, do fogo de dor, ardor. E a chama antiga, que se mostrou tão vermelha por queimar em brasa, notou-se espirrada de sereno, que mais me pareceu um dilúvio realmente súbito. E que, enfim, molhou. Apagou... Todo. Tudo virou fumaça, virou breu contínuo em dias cinzas nas cinzas que, pra mim, restaram. Por favor, peço que me retire dessa escuridão! Mostre-me seu sol pra eu mesma brincar com a minha sombra. Ascenda essa luz pra mim e diga que ainda tenho mais uma chama, mais uma chance. Não te acho, preciso te tocar, inventar que não é quimera. Mas antes, necessito me encontrar. Anda! Não vê que em você, o meu corpo ficou? Não escuta a minha voz rouca que nem mais assobia? Que chora quando evapora sua melodia? E escoa porções de saudade em um cru retrato seu? Seu vulto ficou e me aparece latejando como um sinal de amor arrancado... Porém, mesmo não mais avistando o clarão que me adornava, me encaminho ao que preciso continuar. Crer que ainda se trata de vida e que ela depende de mim pra sobreviver. Ainda tenho que, em outros rostos, incandescer. Devolva minha luz! Se assim, pra você, fica melhor, eu domino a falta que provoca por aqui. Aqui mesmo, onde você já clareou, fez brilhar amor...
E aí, vai ficando assim... Contento-me com esse seu último sopro que apaga e evapora o que, em lindos momentos, foi tão iluminado.

7.9.09

...Ah braço!

Bom Dia!
Tava tola desde antes de o dia abrolhar, previsão inusitada de sentimentalidade demasiada. Estava bordada de pétalas, sensível até não poder mais.
Vamos lá, um banho de sal grosso faz bem.
__Respire, pense, cometa, espere, confie! Neste seu papel, a menina não atuava. Respirava precariamente, pensava em tudo e não chegava a nada, cometia escorada e sempre, sempre lhe carecia a esperança. Seu pavor do mundo era menos grande quando ela era menor e a pressa do vento trouxe-lhe agonia, ansiedade, dor.
Desabou em si num desafogo altamente compassivo, duas vezes. Na segunda vez teve um abraço bem dado pra apoiar-se.

( E que abraço! )
Aí se acalentou num conforto de braço alentado. Aquele adorno acolheu a menina e ela cuspiu o restante de desgosto que em si, incluía. Na letargia da tarde ela começava a se abarcar como nos outros domingos coloridos. E agora sim... Nos olhos do moço-do-abraço já eram vistos paisagens lindas em negrito do amor da menina. Suspirou. Se encheu de ar, cometeu, esperou, cofiou. Enfim, se escafedeu em luz. Ganhou o dia perdido. Aceitou e ainda acreditou na dor, lhe ensinaram que era a maneira única de se esquivar depois. Ah... Agora a menina é menina nova, tem vida e abocanha todos abraços no mesmo. No único. Se salva, se varia, falseia, permeia, corre e assim caminha. Mas faz isso todos os dias... E ama também, nem que em pensamento.
Agora ela dorme, sente muita saudade, mas quer
cantar.
Boa noite! Um abraço... ( E que abraço! )